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 São as intenções que elaboram e constroem os atos, que por sua vez, iniciam, desenvolvem e concluem as obras.

 

Portanto, o Ser Humano não deve ser criticado, julgado, condenado e/ou castigado em seus sentimentos, pensamentos e atos, mas sim em suas obras, ou melhor, em suas intenções. Sr. Jair Tércio.

 

Eis que, meus amados , o Ser Humano inicia-se na senda do bem viver com o conhecimento; Eleva-se em tal senda com o autoconhecimento; e exalta-se na mesma com a auto-realização. Sr. Jair Tércio.

 

Eis que um pai, quando verdadeiro, aspira e, ao mesmo tempo, conspira para ter os seus filhos por perto, estejam eles crescidos ou não.

No entanto, Deus , a vida do absoluto, Pai nosso que é e está em toda parte, não houve pedidos finitos.

Portanto, o Ser Humano necessita aprender a saber pensar até não mais poder, ou seja, até o desmedido, para saber pedir desmedidamente, imutavelmente. Sr. Jair Tércio.

 

Segundo o Plano Divino

 

A necessidade oportuniza a vontade;

A vontade oportuniza a imaginação;

A imaginação oportuniza a inteligência;

A inteligência oportuniza a verdade;

A verdade oportuniza a consciência;

A consciência oportuniza a ciência.

Assim, o Ser Humano deve se apressar na busca da verdade, enquanto não perde a coragem. Sr. Jair Tércio.

 

 

 

 

 


A Consciência
A Consciência

O PAPEL DA CONSCIÊNCIA NA EDUCAÇÃO

Sentimos a necessidade de demonstrar, em função de experiências pregressas e, especialmente, a partir de estudos realizados recentemente, uma visão sintética da nossa concepção de educação integral e seus reflexos diretos na prática educativa, destacando o papel da consciência no sistema formal de educação, porquanto não é preciso muita análise para se compreender que vive em boas condições quem boa condução tem.

Neste contexto, importa-nos questionarmos acerca da consciência, em si. De acordo com o Dicionário de Filosofia (1), a palavra Consciência deriva do latim conscientia.

O significado que esse termo tem na filosofia moderna e contemporânea é o de uma relação da alma consigo mesma, de uma relação intrínseca ao homem, "interior" ou "espiritual", pela qual ele pode conhecer-se de modo imediato e privilegiado e, com isso, julgar-se de forma segura e infalível.

Trata-se, portanto, de uma noção em que o aspecto moral - a possibilidade de autojulgar-se - tem conexões estreitas com o aspecto teórico a possibilidade de conhecer-se de modo direto e infalível.

Segundo Cipriano Luckesi (1999, p.13-25) a consciência não é abstração, algo intocável, mas sim aquilo que somos na totalidade do nosso ser, o que inclui, simultaneamente, as dimensões do corpo, da personalidade (emoção) e da espiritualidade. Ele expressa que a consciência não é dada plenamente manifesta; ela nos é dada como um dom e para que se manifeste, necessita da nossa capacidade para manifestá-la e esta, por sua vez, depende do nosso desenvolvimento.

Conforme La Sala Batà (1989, p. 32) a única finalidade verdadeira da existência é o desenvolvimento da Consciência.

Antônio Damásio (2000, p. 20), por sua vez, entende a consciência como a chave para que se coloque sob escrutínio uma vida, seja isso bom ou mau; é o bilhete de ingresso, nossa iniciação em saber tudo sobre fome, sede, sexo, lágrimas, riso, prazer, intuição. Em seu nível mais complexo e elaborado, a consciência ajuda-nos a cultivar um interesse por outras pessoas e a aperfeiçoar a arte de viver.

Na nossa concepção, a Consciência nos é disponibilizada pela natureza como uma faculdade latente em nosso ser, e para que se manifeste é necessário despertá-la e para despertá-la precisamos desenvolver as nossas qualidades, por exemplo: sentir, querer, pensar, reconhecer, ousar e raciocinar, através das relações que estabelecemos no dia-a-dia, seja com pessoas, seres, pensamentos e/ou sentimentos.

Entendemos, pois, a consciência como uma das faculdades inatas, capitais do ser humano, que o favorece, inclusive, na absorção, se assim podemos dizer, do valor significativo real das relações, conforme o que estabelecem as Leis Naturais que regem o Universo. Refere-se, portanto, àquela força interior do ser humano que o impele a exteriorizá-la sob forma de ação.

Mas, para isso fazermos, temos que assumir o dever de buscar integrar o nosso sentir, pensar e agir, quando nas relações; afinal, o ser humano é, também, o produto do que sente, pensa e age. Eis que os nossos sentimentos, pensamentos e atos nada mais são senão expressões de nossa consciência.

A partir do exposto, vale reforçar que nosso caminho natural é o despertamento da nossa Consciência como tarefa emergencial, inclusive e principalmente, através da Educação, ainda que tenhamos muitos limites e/ou obstáculos para tal.

A Educação, por sua vez, tem por finalidade auxiliar os educandos nesse processo de desenvolvimento dos estados de consciência, assim como das suas relações com a realidade e com os valores existenciais. Ela deve ajudá-los no direcionamento do processo de auto-integração, possibilitando-lhes conceberem da vida a sua real beleza, a sua real riqueza, bem como a sua real significação.

Precisamos, por conseguinte, de uma pedagogia que esteja de acordo com as pesquisas contemporâneas da Consciência. Para Stanislav Grof (1987, p.241), resultados mais ambiciosos são inconcebíveis sem que se introduzam a espiritualidade e a perspectiva transpessoal na educação.

Na perspectiva da abordagem transpessoal surge espaço para tratarmos da consciência na dimensão para "além do ego" humano, envolvendo a sua maneira de sentir, pensar e agir, através da sua conduta, a qual denuncia o seu grau de consciência.

Considerando nossa intenção em contribuir para a realização de um processo educativo que prime pela unidade do conhecimento, a partir da compreensão da necessidade de integração de todos os níveis e todas as dimensões do ser humano, volvemos nossa atenção para o estudo da Consciência, que é para todos nós tanto bússola, quanto mapa, nessa jornada rumo à Totalidade.

A consciência, portanto, pode ser concebida como uma das propriedades mais significativas da matéria em hominização. Ela é uma das mais importantes faculdades inatas capitais do ser humano que o possibilita, além de saber e sentir suficientemente, acerca da realidade, segundo, não só o que conhece, mas também se aproximar daquilo que estabelece a moralidade do universo que a conduta dos corpos celestes denuncia.

A nossa experiência sugere, em função desses estudos que viemos realizando ao longo dos últimos dez anos, que o maior desafio do ser humano é compreender a vida e, para tanto, ele lança mão da sua consciência, que quanto maior for o seu grau, tanto maior será a sua compreensão acerca da vida. Pois, parece-nos claro que, a consciência, quando despertada e/ou construída em grau significativo no Ser Humano, ajuda-o a eleger valores éticos, estéticos e morais, no mínimo elevados; a identificar as faculdades e qualidades formadoras do seu ser, bem como a buscar saber significativamente acerca do Princípio Criador, da finalidade da vida e da razão de nossa existência, a partir da compreensão do valor significativo real das relações que estabelece no dia-a-dia.

Assim considerado, vale destacarmos o valor das relações humanas no contexto da vida. A atividade fim do ser humano é compreender a vida, para tanto, ele lança mão da atividade meio específica: o viver, que nada mais é do que ser e estar em relações, afinal, não é demais salientar que no Universo nada vive no isolamento e tudo são ações nas relações. Daí vale lembrarmos que o valor significativo real de uma relação não só é a busca de segurança, da satisfação e da dita felicidade, mas, também, da auto-revelação, para que possa haver, no ser, o conhecimento, o autoconhecimento e a auto-realização.

Cumpre-nos, pois, ousarmos experimentar o que É, tal qual é, a dinâmica da vida, ou seja, da realidade, de forma mais intensa possível. Afinal, parece-nos claro que à medida que experimentamos de forma direta, correta e completa a dinâmica da vida, nossa consciência cresce e nosso conflito diminui, porquanto, um dos maiores desafios do gênero humano está nele ter a capacidade de usar sua qualidade de pensar para agir, sem problemas produzir, ou melhor, sem caos criar.

A educação, por sua vez, não pode ficar alijada desse processo. É chegada a hora de tratarmos da Consciência na prática pedagógica, buscando contribuir, efetivamente, para o desenvolvimento humano, como um todo.

A educação integral, fundamentada no estudo da consciência, por sua vez, responde, inclusive, aos anseios da educação para o século XXI, a partir de um método educativo que privilegie o ensino que facilita a aprendizagem, bem como toda aprendizagem que desperta o sentimento. Com efeito, essa proposta de educação, por sua própria natureza, necessita ser exercida em todos os âmbitos das instituições de ensino.

É neste contexto que cabe a proposição urgente do estudo da consciência no ensino formal, através das diversas práticas pedagógicas. Essa visão contempla, pois, o objetivo e o subjetivo, e atende a abordagem integral do desenvolvimento humano.

Sugerimos, assim, uma educação integral alicerçada no estudo da consciência e indicamos a criação das seguintes disciplinas:

- Iniciação à Consciência, no âmbito da Educação Infantil e do Ensino Fundamental;

- Consciência, no âmbito do Ensino Médio;

- Conscienciologia, no âmbito do Ensino Superior.

O estudo da consciência, nesse contexto, vem apresentando os seguintes objetivos principais relativos ao desenvolvimento humano: auxiliar a que o ser humano observe a relação entre a sua constituição física/psíquica/moral e a sua maneira de sentir, pensar e agir, enfim, de realizar, segundo as exigências de suas necessidades básicas individuais e sociais; favorecer ao ser humano o estudo da sua conduta psicossocial, portanto, buscando verificar o grau de sua consciência individual e social, além de oportunizar ao ser humano o despertamento e/ou construção do seu caráter, segundo aquilo que indica a moral, a ética e a estética elevadas.

Nessa perspectiva, a finalidade última da consciência é a de facultar ao ser humano aptidões, tais como a do discernimento, que o possibilite compreender, absorvendo, em si mesmo, a natureza real que reside em todas as coisas, inclusive e, principalmente, o valor significativo real das relações.

Assim sendo, estamos sendo, não só convidados, mas, também, convocados, enquanto educadores, a refletirmos acerca de uma educação que favoreça, de fato, o desenvolvimento integral do ser humano, destacando o papel da consciência.

Eis que o ser humano consciente é aquele que vem demonstrar à humanidade pela força do seu bom exemplo, que é o resultado daquele que, uma vez construtor, buscou viver cavando túmulos à ignorância e erguendo templos à sabedoria, ou melhor, cavando túmulos aos vícios e erguendo templos às virtudes, demonstrando o quanto tem de profundidade, na medida em que busca viver volvendo-se para dentro de si mesmo; o quanto tem de largura, na medida em que busca viver dedicando-se em ajudar o seu semelhante, bem como o meio no qual se insere; e o quanto tem de altura, na medida em que busca viver elevando-se a Deus, de forma cada vez mais bela, rica e significativa.

Que a consciência nos ilumine!

(1) ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

                    Autor deste artigo: Dra. Maribel Barreto